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Sustentabilidade, da Ideologia à prática.

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O discurso sustentável está bem pulverizado e, em certo ponto, vem sendo bem aceito pelas empresas, mas quando precisamos partir para a prática: Existe a mesma consistência e segurança na atuação e dia-a-dia do negócio?

Para entender melhor essa linha do tempo que viabiliza transformar o discurso em prática comercial, vamos começar em 1972 na conferência de Estocolmo que é um marco na história da sustentabilidade, onde nessa reunião com mais de 110 países houve o reconhecimento do modelo antropoceno onde nós (humanos) temos muita responsabilidade em acelerar as mudanças climáticas dado o nosso estilo de vida e principalmente de consumo. A partir desse reconhecimento abrimos espaço para cobranças mais incisivas e direcionadas aos grandes poluentes de todas as nações: as empresas.

Obviamente que todas essas reivindicações são sempre mais direcionadas, muito acertadamente, às grandes corporações, mas qual é o papel das pequenas empresas na consolidação de práticas mais sustentáveis na outra ponta desse mercado?

De acordo com o G1 No primeiro quadrimestre deste ano, 80% das 1,4 milhão de novas empresas abertas foram da categoria de Microempreendedor Individual

Imagine se metade dessas novas e pequenas empresas estiverem alinhadas à práticas socioambientais? Já não parece mais tão irrisório os resultados coletivos dessa equação.

Pensando em estimular as pequenas empresas a se adequar à prática da sustentabilidade, separei algumas dicas, inspiradas na minha própria jornada empreendedora. E posso assegurar que as opções a seguir são para quem quer começar ainda essa semana a fazer a diferença implantando ações mais eco friendly no mercado.

Cinco dicas para adequar práticas comerciais a sustentabilidade:

1. Embalagens de envio
Esse é um dos nichos em que temos visto mais opções acessíveis e diversificadas nas quais ainda você pode (e deve) aplicar a sua criatividade em desconstruir a visão linear dos materiais. Algumas opções de substituição: Fita plástica adesiva x Fita Gomada com cola vegetal; Envelope de plástico x Caixas de papelão ou envelopes de papel; Plástico bolha x Palha de madeira ; Isopor de proteção x Jornais usados ou kraft colmeia;

2. Embalagens alimentícias
O setor alimentício é um universo à parte no quesito embalagens. De modo geral é inevitável os descartáveis (em caso de delivery) então precisamos atender a composição do que estamos usando como embalagem. Dê preferências para materiais biodegradáveis como garfos de madeira, canudos de papel, proteção e embalagens de kraft. Faça a substituições e todos os itens possíveis que não comprometam a saúde ou segurança do seu cliente.

3. Compre Local
É um movimento derivado da pauta sustentável que incentiva a compra de produtores, fornecedores, revendedores que estejam mais próximos de você. Além de ajudar na diminuição da pegada de carbono, você colabora na geração de renda da sua região. Numa escala crescente opte por comprar; Produção nacional > Dentro do seu Estadual > Dentro da sua cidade > Dentro do seu bairro.

4. Certificações
As práticas sustentáveis precisam evoluir para além de questões de boa vontade para comprovação pelos meios legais viáveis dos compromissos que as empresas dizem realizar. Optar por certificações que validem essa atuação é um passo mais avançado, considerando que talvez aqui você precise de um pouco mais de investimento financeiro, mas não poderiam deixar de ser mencionados. Atualmente temos muitas opções e uma das mais acessíveis é o selo EuReciclo que faz a compensação de resíduos sólidos diversos e você recebe uma nota fiscal, relatório, e indicação das empresas de reciclagem que estão processando esses resíduos. Analise o seu mercado e nicho de atuação para adquirir a certificação que faz mais sentido pro seu nicho.

5. Alinhe o seu discurso à prática
Na era digital, não podemos deixar de falar em como é importante saber se comunicar, para deixar o seu público informado, interessado e engajado na pauta da sustentabilidade. A valorização das suas práticas só será efetivada quando você comunica isso. Não deixe de oferecer transparência, inserir o seu recorte social e evitar a eco ansiedade. Mas é importante que o que você comunica sejam ações concretas para não acabar caindo no greenwashing. Pratique primeiro, discurse depois.

Quais dessas ações você já tem em prática na sua empresa?
Quais gostaria de implantar assim que possível?

Espero que essas dicas venham para te ajudar a dar os primeiros passos de uma jornada
empreendedora que se preocupa com o futuro de todos nós.
Precisamos de você!

Esse post faz parte da parceria Klabin ForYou com a Amanda do IG @insustentável. Saiba mais em nosso instagram

@Klabinforyou. Por lá você também pode conferir a live que fizemos com a Amanda, que está por trás da página do instagram ”Insustentável. Confira clicando  aqui.